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Biografia do Cardeal Cerejeira

 

D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA, 14º Cardeal Patriarca de Lisboa, nasceu em Lousado em 1888, filho de Avelino Gonçalves Cerejeira e de D. Joaquina Gonçalves Rebello.

Em 1899 matriculou-se no Seminário-Liceu de Guimarães, tendo transitado, em 1904, para o Liceu Alexandre Herculano, do Porto, a fim de concluir o curso de Letras. De 1906 a 1909, frequentou o Seminário Conciliar de Braga, sendo ordenado presbítero a 1 de Abril de 1911.

Em 1916 foi nomeado assistente provisório da cadeira de História Medieval da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e em 1919 Professor Ordinário de Ciências Históricas.

Em 1928 foi nomeado Arcebispo de Mitilene do Patriarcado de Lisboa. Por morte do Cardeal Patriarca D. António Mendes Belo, foi nomeado Patriarca de Lisboa a 18 de Novembro de 1929 pelo Papa Pio XI. No dia 6 do mês seguinte foi elevado ao cardinalato. Era o mais novo dos cardeais, tendo recebido a elevação das mãos de Pio XI, ao mesmo tempo que o Cardeal Pacelli, mais tarde Papa Pio XII.

Homem de intensa actividade pastoral e doutrinal, fez inúmeras visitas pastorais através de todo o Patriarcado, para conhecer de perto os problemas sociais e religiosos dos fiéis.

Alcançaram grande êxito as suas viagens ao estrangeiro. São de realçar a viagem de 1934 à Argentina para participar no Congresso Eucarístico de Buenos Aires; a de 1935 à Bélgica para o Congresso dos 100.000 jocistas em Bruxelas; a de 1944 a Angola como legado pontifício de Pio XII para presidir à Sagração da Catedral de Lourenço Marques; a de 1950 à Índia como legado Pontifício nas comemorações do IV Centenário da Morte de S. Francisco Xavier, entre muitas outras.

Querendo apaziguar as relações com o Estado, devido às convulsões surgidas com a revolução republicana de 1910, tudo fez para que, em 1940, o Governo Português assinasse a Concordata com a Santa Sé.

Outro marco fundamental na acção do Cardeal Cerejeira foi a criação da Universidade Católica Portuguesa e inauguração levada a cabo em 1967.

Tendo pedido a resignação ao cargo de Patriarca de Lisboa em 1966 (por imposição da Santa Sé), só a 15 de Maio de 1971, o papa Paulo VI aceita, sendo substituído por D. António Ribeiro.

A 1 de Agosto de 1977, morre na Casa do Bom Pastor tendo, após exéquias solenes na Sé Patriarcal, ficado sepultado no panteão privativo dos Patriarcas, no Mosteiro de São Vicente de Fora.

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